quarta-feira, 10 de maio de 2023

Mentiram para mim, Tokyo Tarareba Girls é horrível

Finalmente chegamos em um mangá que eu já planejava ler, e li! Eu já tinha visto MUITA gente na internet falando muito bem desse mangá, inclusive como uma história que mostra bem a amizade feminina e a coloca em primeiro plano em vez do romance da personagem principal. Bom, fui traída de novo. Por pessoas da internet que nem conheço. Antes que me julguem por estar aceitando qualquer recomendação que eu vejo por aí, foi assim que eu encontrei o mangá que é meu favorito já faz 3 anos. Portanto, nunca perco as esperanças de achar outro 10/10 por aí... Enfim. Foco no blog.

quem vê a capa até se engana achando que é bom!

Tokyo Tarareba Girls é um mangá feito pela mesma autora de Kuragehime - pessoalmente, nunca li, mas eu sei que tem bastante gente que gosta - e conta a história de Rinko Alguma-coisa (eu apaguei o sobrenome dessa criatura da minha mente e em breve verão o porquê) que, com 33 anos nas costas, tá preocupada ao ver que a maioria das colegas dela já estão casadas ou casando recentemente, enquanto ela, ao decidir focar mais na carreira, ficou para trás na vida romântica. Assim, ela faz uma promessa para si mesma de estar casada até as Olimpíadas de Tóquio de 2020 (que no mangá ocorreria daqui 6 anos). Sorte dela que as Olimpíadas foram adiadas por causa da pandemia, porque a mulher NÃO tem sorte e também tem um dedo PODRE pra escolher homem. Junto da Rinko, o mangá também acompanha a história das duas amigas de infância da Rinko, Koyuki e Kaori, ambas com 33 anos e solteironas.

Prefiro dividir essa reviewzinha falando da história de cada umas separadamente. Eu provavelmente vou me confundir um pouco com a ordem dos acontecimentos e detalhes, mas vou dar meu melhor aqui.

O começo do mangá é bom. Ele trata mais de como a sociedade vê essas mulheres que já "passaram da idade de casar" de forma negativa. Uma boa dose de misoginia internalizada para começar bem o mangá. Lógico, as moças rebatem esse pessoal e no geral esses primeiros capítulos tem uma boa introspectiva dentro da vida de cada uma. Elas se reúnem mais pra reclamar da vida e pensar no que poderia ter sido e não foi. Inclusive, o mangá tem o Tarareba no nome justamente por isso: significa "What if?" que é um "E se?" no português. E é isso que as três personagens principais fazem de melhor: ficar remoendo em decisões passadas.


Agora falando das principais, começando pela Koyuki, porque ela foi a que eu mais tolerei. Não gostei, mas tolerei. Um pouco antes da metade do mangá, ela fica de olho em um cara que aparece no bar do pai dela pra poder beber. O sujeito é bem o tipo dela: um cara normal, ratinho de escritório, frouxo e meio trouxa, mas simpático. Ela logo se apressa para começar um relacionamento com ele, e dá certo! Ele também gosta muito dela e os dois são bonitinhos juntos. Até que um dia ele solta a bomba que na real ele é casado, e a Koyuki é "a outra" dele. Eu fiquei tão chateada porque sabia que o capítulo estava feliz demais pra estar tudo bem. Não estava tudo bem, de fato. Ela passa o mangá todo se relacionando com o sujeito, mas com aquela dúvida na cabeça se é isso mesmo que ela deveria estar fazendo; tem até uma parte que ela entra no facebook da mulher do namorado (que frase errada) e descobre que ele tem filho E A MULHER DELE TAVA GRÁVIDA. Ele não tinha nem mencionado na existência das crianças com a pobre Koyuki... O bom é que mais no final ela termina com o cara, por conta própria. E acabou a história dela. Só sofrimento e desgraça.

esqueci de mencionar que ela é um ícone bi

Agora a Kaori, a amiga bonitinha. Quando era mais jovem, tinha um namorado que era músico, e ela ficou até muito tempo junto dele. Porém, quando o moço pediu-a em casamento, ela recusou, já que era difícil pensar em um futuro morando num apartamento bostinha, pequeno, comendo comida ruim, vivendo sem dinheiro (porque músico que não é famoso é pobre, e esse cara definitivamente não era famoso). Só que, com 33 anos, uma década depois de ter terminado com o sujeito, ao ir no show de uma banda famosa, ela percebe que meu deus! Aquele guitarrista ali é igual o meu ex! Bom. Era o ex. Ele ficou famoso nesse meio tempo. Para resumir: o cara já tinha outra namorada, modelo, famosa, mas a Kaori continuou tendo "casos" com ele porque ela tava sozinha, triste e com esperança de ainda voltar a namorar com o cara. Tem um momento que ela até acha que tá grávida dele, mas não estava. Ao perceber que ele estava aliviado pela não-existência do feto, a Kaori fica BEM chateada e o maldito do Key vem para conversar e terminar de dar um choque de realidade nela (já vou explicar quem esse tal de Key é). Enfim, ela termina com o cara e, consequentemente, com sua presença no mangá. É muito engraçado que, pra um mangá que deveria ser tão feminista, a história de todas as protagonistas acaba assim que elas ou perdem ou conseguem um cara. MUITO engraçado.

Terminando com a queridona da Rinko, nossa protagonista. Ela trabalha como escritora de web séries (porque todas as protagonistas femininas tem que fazer algo mais relacionado com humanas), e ela tá indo até bem na carreira. Quando bate a realização que ela já tem 33 e tá solteirona, ela lembra que 10 anos atrás um colega de trabalho dela, o Hayasaka, pediu ela em namoro; porém, como ele era bem imaturo e inexperiente, ela rejeitou ele. Agora, vendo que o cara amadureceu, "virou homem" e tá no caminho para virar um diretor na empresa, ela se arrepende e fica pensando como seria a vida dela se tivesse aceitado a proposta do sujeito.

No começo esse é um plot bem bacana. Eu fiquei com dó da Rinko porque eu entendo ela se arrepender de não ter namorado com o cara, ainda mais porque ela tome um choque de realidade quando ele começa a namorar a assistente dela, que tem só 19 anos. Enquanto o cara tem 35 anos.

Só que a história da Rinko vai ficando uma bagunça quando ela se envolve com o Key. O cara tem 25 anos e é um modelo/atorzinho merreca que frequenta o bar que as meninas também vão, e desde o começo ele só é um cuzão com elas. Ele é um dos personagens mais detestáveis que eu já vi. O sujeito não consegue soltar uma palavra simpática da boca dele (pelo menos com as nossas 3 consagradas principais, porque com o pessoal da produção da série que ele participa o mocinho é um amor de pessoa). Ele é amargurado com a vida, mas é hipócrita o suficiente também para criticar outras pessoas que reclamam da vida.

Não vou ficar entrando em detalhes da trama, mas em um ponto da história a Rinko conhece um sujeito que gosta muito de filmes e começa a namorar ele. Eu esqueci o nome dele, me perdoe, é culpa da insignificância do moço. Só que ele era muito obcecado com filmes e obrigava a Rinko a assistir TODA HORA que eles estavam juntos e também queria que ela trocasse o corte de cabelo dela pra ficar mais parecida com uma atriz que ele gosta. Coisa de piradinho. O único problema é, o cara tratava ela bem apesar disso; e eu fiquei muito decepcionada quando ela decidiu só terminar o namoro com ele sem conversar. Pessoas adultas e maduras geralmente resolvem os conflitos dialogando. Essa é a base de qualquer relacionamento saudável. O cara era imaturo, mas a Rinko também nem deu a possibilidade dele tentar mudar e melhorar. Pra mim, foi um ponto negativo da história (a partir de agora vai ser cheio deles).

eu concordo com ela mas poxa que atitude chata. Deixa o cara gostar do heroizinhos

Mais para o final do mangá, a Rinko começa a namorar o Hayasaka de novo. O cara foi rejeitado pela namorada novinha que estava traindo ele, os dois estavam cansados e decidiram começar um relacionamento tranquilo. Pra mim o progresso deles foi rápido demais, mas eu não liguei muuuito porque dava pra ver que eles se davam muito bem. Depois de, não sei, uma semana? Eles começam a morar juntos. Mas aí que chega o final da história.

Lembram do Key, aquele carinha que só xingava as meninas, fazendo discurso de ódio e ainda conseguiu quase arruinar a carreira da Rinko? Pois, as amigas da principal insistem que na verdade, ele ama ela. Então, bem no dia que o Hayasaka se propôs de fazer uma festa só com ele e a Rinko para celebrar os dois morando juntos, ela decide ignorar tudo e ir correr atrás do Key, que tá lá no cu do mundo a 3 horas de distância de Tóquio porque quer pagar de emo. Na viagem, ela descobre a história triste do Key, que na realidade ele era uma criança hospitalizada, e era apaixonado com a doutora que cuidava dele. Porém, a moça morreu de câncer bem jovem, com 33 anos; antes disso, ela lamentava que ia morrer solteirona, já que médico não tem vida fora do hospital. Aproveitando a situação, o Key resolve casar com ela antes de bater as botas. E o menino age que tem um enfezado com a Rinko porque, choquem, ela parece com a doutora que ele era apaixonado. Sim. Essa é a justificativa que usam pro abuso verbal do moleque.


E o pior é que a Rinko escolhe ele no final.

Ela escolhe o molequinho que só destratou ela, do que um cara já feito na vida e que estava, naquele momento do mangá, cozinhando para dar uma festinha só pra ela e ele.

Eu fiquei com tanto desgosto naquela cena que dava pra ver na minha cara. Só faltava vomitar.

sofrimento define!

O mangá basicamente acaba depois de um discurso da Rinko que essa pode não ser a decisão correta a fazer (definitivamente não é), mas é a que ela fez e vai tomar responsabilidade por ela, e que vai cuidar muito bem do Key (não precisa, ele não tá nem aí pra você), enfim... Muito ruim. A esse ponto eu já não estava nem prestando atenção mais no que acontecia.

Minha opinião? Esse mangá é terrível. Primeiro que a Rinko só se mostra como imatura por toda a obra e não melhora no final, preferindo um namoro tóxico com o Key do que ficar com o Hayasaka ou, pasme, autora, deixar ela ficar sozinha. Nem dá pra falar que a Kaori ou a Koyuki tiveram um final, porque depois que elas terminaram seus respectivos relacionamentos nem aparecem mais como foco de capítulos que não seja junto da Rinko, e é isso. Recomendo esse mangá? Não. Ele conseguiu ser pior do que Karekano. Pelo menos Karekano era MUITO BOM no começo. Esse daqui é só... Bem mais ou menos. Se a autora queria passar alguma mensagem feminista nesse negócio, parabéns! Ela passou. Passou BEM LONGE. HAHAHAHA PIADOCAS

Tô tentando me dedicar mais a escrever no blogzinho porque alivia minha alma ter um lugar para reclamar e aclamar (ainda tá faltando essa última parte) mangás, animes e joguinhos. Estou no processo de escrever sobre Fire Emblem: Path of Radiance, mas como eu quero que fique bom, ainda vai demorar.

É isso não vou nem reler oq eu escrevi simplesmente vai na fé


domingo, 7 de maio de 2023

Buddy Daddies é um baita bait LGTV

Caro 1 leitor que eu tenho certeza que vai ver esse post (vulgo, eu), não estava planejando que a próxima postagem seria desse anime. Na verdade, Buddy Daddies é recente e nem estava no meu radar, até que eu vi algumas pessoas falando que era uma cópia de Spy X Family; aí eu decidi dar uma chance e acabei assistindo tudo em um dia só. Saudável. 

foto só pro blog n ficar feio rs

Esse anime, de fato, tem uma premissa muito parecida com a de Spy X Family: dois assassinos de aluguel, Kazuki e Rei, são forçados a adotar uma menina de 4 anos, a Miri, depois que eles matam o pai dela (por querer, ele era o alvo deles mesmo). A partir daí, os dois tem que aprender a conviver tendo que cuidar de uma criança e ao mesmo tempo conseguir realizar o trabalho perigoso de assassinos.

O show é bem fofo. Como eu disse antes, parece muito Spy X Family, só que com mais foco nos cuidados à criança e a experiência de ser pais. É bem bonito porque eles vêem que, apesar do trabalho exaustante que é cuidar da Miri, eles adoram ter ela por perto e ela traz felicidade pra famíliazinha deles. Não tem nada de inovador, mas é bonitinho mesmo assim. A backstory dos dois principais são ok. Nada demais, mas é o suficiente para sentir empatia por eles, então tá bom. Não curti muito nem a abertura nem o encerramento. Funciona, mas não é minha praia.

Mas o que eu realmente queria comentar era sobre o relacionamento dos principais. Não sei, acho que por já ir esperando um Spy X Family, acreditava que no final os dois realmente ficariam juntos como um casal; só que não. Eles vivem juntos, trabalham juntos, criam uma menina juntos e tem um relacionamento completamente platônico. Teve um pouquinho de decepção quando eu cheguei no final, não vou mentir, mas foi bom mesmo assim; é até bem diferente um anime explorar cargos que não se encaixam no padrão heteronormativo, onde os dois criadores da criança geralmente tem ou tiveram um relacionamento romântico antes.

O anime é legal, recomendo se gostar de Spy X Family e preferir algo mais slice of life (com um pouquinho de drama) do que romances. Mas o bait LGTV foi forte nesse.

Ps.: Acho que só fui completar esse blog depois de 2 meses que eu acabei o anime. A sorte é que eu ainda lembrava do que eu pensava sobre. O próximo blog deve ser de Tokyo Tarareba Girls, que foi um mangá que eu me decepcionei bastante. Também vou fazer o blog de Fire Emblem que eu tinha falado antes e ainda nem comecei. É isto valeu falou


Eu li uns BLs aí

Eu impressionantemente li bastante BL esses dias. Não que eu não goste, mas eu prefiro olhar só pelo lado do romance e ignorar a partes de s...