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| Fotinha só para o post parecer bonito na página principal do blog |
Não queria que meu primeiro post nesse treco fosse de Fire Emblem porque minha obsessão com essa franquia tá demais, mas eu não quero esquecer tudo que eu achei de ruim - e algumas coisas boas - em Fates.
Eu, recém-saída do meu primeiro jogo de FE (Awakening, claro), super animada por ter adorado os personagens, o combate e a história (eu tenho um gosto simples) vi no pinterest umas fanarts de um personagem de outro jogo de fire emblem. Era o Takumi. Achei ele tão bacana que fui baixar - de maneira extremamente legal - fire emblem fates birthright. Não consegui. Beleza, vamos jogar o conquest primeiro! E isso foi um erro
Conquest, vulgo Nohr, vulgo a família do mal
A história começa com o Corrin sendo pau mandado do Garon por motivos de "ele é seu pai então cala a boca e obedece ou ele te mata". E aí mesmo depois da Mikoto vulgo sua mãe de verdade morrer depois de te salvar de um ataque do próprio Garon você resolve continuar com a família adotiva, simplesmente porque você já pagou o jogo que só tem essa rota então engole o choro e pronto.
Acho que a única cena emotiva desse jogo péssimo foi essa de escolher entre as duas famílias; realmente fiquei decepcionada de não escolher Hoshido :( eles esperavam tanto o Corrin. Além de fazer muito mais sentido você escolher a família do bem! Em vez da família do mal que o Garon tenta te matar a cada passo que você dá.
Enfim, se você acha que a história vai mudar do que era antes, está enganado! Corrin continua sendo pau mandado do Garon e aí a Azura inventa uma história que o Garon tem que sentar no trono de Hoshido para os seus irmãos descobrirem que ele tá possuído pelo capeta ou sei lá o que era aquilo. "Por isso você tem que conquistar Hoshido!!! "Sim essa é a única maneira de estender a história por 27 capítulos então TEM que ser assim não tem outro jeito de contar para os outros que peninha".
Os únicos personagens que eu gostava morrem quando o Corrin conquista Hoshido (um momento de silêncio pelo Takumi e o Ryoma por favor) e a última luta é bem sem sal... Mas até que eu acho a família de Nohr *um pouco* mais interessante do que a de Hoshido, então o jogo não foi tão péssimo.
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| A única cena realmente boa de Conquest pq tem o Ryoma sendo foda. Olha só a fala dele (releve minha Corrin de merda) |
Alguns pontos que eu gostei:
- A gameplay de Conquest realmente é melhor e mais interessante; me deixou frustrada? Sim, mas compensa
- Já disse antes, mas a família de Nohr é um pouquinho mais interessante do que a de Hoshido (exceto o Xander)
- Curti mais os retainers (sei lá como eu traduzo isso e a Peri não se insere aqui) de Nohr, talvez porque alguns são reciclados de Awakening, mas fatos são fatos
A lista enorme de coisas que eu não gostei:
- A história é ridícula 🗿 o pior de tudo é que ela tinha tudo pra ser boa, já que eles poderiam ter estabelecido Nohr = mal, Hoshido = bem e depois ter SUBVERTIDO AS EXPECTATIVAS e colocar uma moral mais cinza no jogo (eu até achei que a decisão de escolher Nohr faz muito mais sentido já que foi a família que criou o protagonista e tals) mas não. Não quiseram fazer isso
- Qual das 3 personalidades do Xander é a real hein?
- Ter que conquistar Hoshido só pra poder provar que o Garon tá possuído é bem estúpido. Tá seriamente me dizendo que não tem outra forma mais fácil de fazer isso? Sendo que os próprios filhos deles perceberam que ele tá sim diferente do que era antes?
- Mas pra falar a verdade todo aquele outro reino que não se pode falar o nome (i forgor) é bem estúpido também
- Eu amo a Azura e ela é uma personagem super legal mas em Conquest ela só vira uma guia de jogo
- Era pra morte da Lilith me fazer sentir alguma coisa? Porque não deu certo
- Corrin é insuportável nesse jogo. Só fica martelando na moralzinha inocente de "não pode matar ninguém :(" E NÃO TEM PROBLEMA UM PERSONAGEM SER GENUINAMENTE BOA PESSOA mas o/a Corrin já é demais. Não passa disso
- Esse é pessoal demais mas quase nenhum suporte S de homem presta. Eu joguei como a FCorrin e caralho não tinha UM personagem masculino mais interessante que eu pensasse "ah sim esse carinha combina com a Corrin", que horror. Mas acho que parte dessa culpa é o fato de, qualquer seja o gênero do/da Corrin, ele/ela não é um personagem bom
- Não tem paired ending. Que merda é essa que você tá fazendo, Fates?
Enfim, depois de terminar Conquest, eu consegui baixar Birthright. Não sei o que mudou, mas não vou reclamar
Birthright, vulgo Hoshido, vulgo a família do bem e dos otacos fedidos
Dessa vez eu pulei os primeiros 6 capítulos iguais porque eu não queria sofrer aquilo tudo de novo. A parte de escolha é bem igual, mas eu não fiquei mal dessa vez porque eu tava mais rindo da situação. Imagina ser o Corrin e escolher uma família que você acabou de conhecer em vez dos irmãos que te criaram todo esse tempo? Muito doido.
Você tá lá de boas com sua família nova e pá! Por algum motivo o Takumi e o Ryoma sumiram. Primeiro eu achei esse um jeito bem esquisito de começar a história, mas ainda é melhor que todo o plot do "trono da verdade" de Conquest.
Na grande jornada do Corrin em busca de seus irmãos ele encontra ninguém menos que! Seu irmão. O Takumi. Acham ele bem fácil na história. Ainda bem, porque esse desgraçado simplesmente carrega em todos os mapas. Mas cuidado, ele tá possuído! Meu deus, como sairão dessa situação? Com a Azura cantando Lost in Thoughts All Alone pela 19237812873187a vez dentro do jogo e em menos de 1 minuto ele tá curado. Tranquilaço. Nem parece que é o boss final de um certo outro jogo-
Em algum ponto da história encontram um espião de Nohr seguindo o pessoal. Acho que o nome dele é Zola? Algo assim. Corrin sendo a boa alma que é decide não matar ele e, quando ele protege o Takumi da morte uma vez, todo mundo tá de boas com ele. Mas pasmem, ele trai o pessoal de Hoshido de novo. Ok, eu tô zoando mas eu fiquei mal por ele nessa parte: ele tava com as mãos atadas, de um lado, ele queria que o Corrin não morresse, porque ele salvou a vida dele uma vez; mas se não obedecesse o Garon ele iria morrer. Enfim, ele obedeceu e morreu de qualquer forma, então. Que pena para o pobre Zola.
Depois de muito custo (na real quase nenhum), Corrin chega perto de Nohr e enfrenta a Camilla. O mesmo mapa que me levou 30 turnos pra completar em Conquest e que no final eu estava com apenas 2 personagens vivos sobrando, demorou menos de 10 turnos pra ser completo em Birthright. Bacaninha. Enfim, Corrin começa a fazer a Camilla questionar se ela tá do lado certo da guerra e essa cena até que é boa! Mas descartam ela completamente pro resto do jogo. Melhor simplesmente esquecer que aconteceu. Enfim, esse é o capítulo que eles finalmente encontram o Ryoma junto com um pessoal de Nohr que é contra o Garon e eles decidem tentar conquistar Nohr e destronar o Garon.
Esqueci que em algum momento da história o Kaze quase morre também. Bem chato. Eu não ligo pro personagem, mas precisava dele pra passar Lethality para as futuras gerações.
O pessoal passa pelo Leo, pela Camilla e consegue recrutar a Elise para a missão de derrotar o Xander e o Garon! Tadinha, ela acha que conversar vai resolver algo :,) Na hora da luta com o Xander... Fiquei mal quando a Elise morreu. Aí eu fiquei puta porque o corno manso do Xander ignorou completamente a irmã morta dele pra continuar lutando com o Corrin. Derrotei ele em 2 turnos com minha Corrin apelona. Meio anticlimático, mas tudo bem. Depois que dá a entender que ele pegou leve com o Corrin na luta e meio que "deixou" matar ele eu fiquei meio mal pelo Xander de novo. Passou em menos de 5 segundos, no entanto.
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| Foto de antes do picolé de chuchu ser massacrado pela Corrin não-tão-boa-assim |
Depois disso foi só a luta contra o Garon que, pasmem, na verdade era um dragão do mal o tempo todo. O Takumi também fica possuído, mas depois de uns segundos ele já tá bem por causa do poder do amor familiar. E eles derrotam o dragão e vivem felizes para sempre. Exceto a Azura porque ela morre. F
Pontos positivos:
- O jogo dá a possibilidade de grind. Eu não ligo para aumentar demais o nível dos meus personagens (apesar de eu ter feito com a Hana porque eu amo ela e queria deixar ela um monstro), mas eu gosto de aumentar o nível de suporte com o máximo de personagens possíveis. É bem melhor porque você consegue entender melhor e gostar mais dos personagens
- Enquanto em Conquest eu só conseguir formar uns 5, 6 casais, em Birthright tava quase todo mundo casado. Acho que eu consegui todos os filhos possíveis nessa rota, e todos eles são bem legais. O Shiro, a Mitama e a Midori são uns amores
- A história é mais simples, mas é mais completa e tem uma progressão melhor
- Eles têm o Ryoma. Ele parece com uma lagosta, mano. Peak character design
- O/A Corrin não é completamente insuportável nesse jogo! Não tem tantas falas e quase nenhuma é "parem de matar é errado matar :("
Pontos negativos:
- Mapas desinteressantes. Em vez de falar que Birthright é fácil - e é fácil, mas não é isso que deixa o jogo ruim - prefiro falar dos mapas chatos. Todos tem o mesmo objetivo de ou matar o boss ou matar todo mundo. Que eu saiba só UM mapa tem um objetivo diferente desse, que é o de escapar, que convenhamos, também não é tão divertido assim
- A maioria dos personagens não são tão divertidos quanto os de Conquest... Principalmente os retainers. Eu só gosto mesmo da Oboro (porque ela realmente é interessante) e da Hana (porque ela é bonitinha :D)
- O grind é chato. Todos os mapas são iguais. Eu tava quase enlouquecendo enquanto tentava chegar em suporte A ou S entre os filhos
- O boss final é ridículo de fácil... Eu perdi um ataque com a Corrin e ela quase morreu mas mesmo assim eu completei em 3 turnos. Perde um pouco de tensão do clímax da história
- Também não tem paired ending. Sério, o que tava na cabeça dos produtores de tirar uma das partes primordias dos jogos de Fire Emblem? Que horror
E é isto. No geral, eu diria que gostei um pouquinho mais de Birthright porque eu valorizo mais história do que gameplay, mas eu não julgo quem prefere Conquest. Agora, se você vier me falar que seu favorito é Revelations... Aí tá além da minha compreensão. Nem vou tentar jogar essa rota, prefiro me concentrar em jogar os jogos mais antigos Path of Radiance tá muito bom até agora e eu adoro o Ike.
Talvez no futuro eu fale sobre Awakening ou Three Houses, porque esses eu já joguei. Não sei se faço um post pra cada rota de 3H... Só posso garantir que o próximo blog aqui será sobre algum mangá. O que eu tiver com vontade de fazer primeiro.
Fato curioso (que eu na verdade não sei se procede) para encerrar o blog: a pessoa que mais mata e é mostrado, canonicamente - ou seja, fora de mapas de batalha - em todas as duas rotas de Fates é o Leo. Sério, toda vez que o plot exige alguém morto o garoto tá lá. Exceto com a Elise.
Essa daí o responsável pela morte foi nosso querido picolé de chuchu
Obrigado por ler até aqui, caro leitor inexistente :)
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| Foto da Hana (aka amor da minha vida) |